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Raphael de FariaCirurgião Plástico
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Mamoplastia

Prótese de silicone: como escolher tamanho, formato e perfil

O tamanho da prótese sai das medidas do seu tórax, não de um número de mililitros. Entenda perfil, formato, plano de colocação e por que prótese não levanta mama caída.

5 min de leituraDr. Raphael de Faria

Escolher a prótese de silicone não é escolher um número de mililitros: é encontrar o implante que cabe no seu tórax. O tamanho sai de três medidas tiradas na consulta — largura da base da mama, distância entre os mamilos e qualidade da pele — combinadas ao perfil (a projeção do implante) e ao resultado que você deseja. Duas mulheres com a mesma prótese de 300 ml podem ter resultados completamente diferentes.

Em resumo:

  • A medida que manda é a largura da base da mama, não o volume em ml.
  • Perfil define projeção: quanto mais alto o perfil, mais o implante "avança" e menos ele se espalha.
  • Redondo x anatômico: o redondo dá mais preenchimento no polo superior; o anatômico, formato de gota.
  • Plano de colocação (acima ou abaixo do músculo) muda naturalidade e cobertura.
  • Prótese não sustenta mama caída — nesse caso entra a mastopexia.

As três medidas que definem o tamanho

1. Largura da base da mama. Se a base tem 12 cm, um implante com 13,5 cm de largura vai ultrapassar o sulco lateral e criar aquele aspecto de mama "colada na axila". É a medida que mais limita o volume possível.

2. Distância entre os mamilos e do mamilo ao sulco. Define onde a mama vai "sentar" e quanto de pele existe para acomodar o implante sem tensão.

3. Qualidade da pele e espessura do tecido. Pele fina e pouca gordura mostram mais o contorno do implante — situação em que planos mais profundos e perfis mais moderados costumam entregar resultado mais natural e mais durável.

A partir dessas medidas, o volume não é escolhido: ele é consequência.

Perfil: o que muda na prática

Perfil Projeção Resultado que costuma dar
Moderado Menor Mais natural, espalha mais na base, discreto sob roupa
Alto Média O mais usado; equilíbrio entre projeção e naturalidade
Extra-alto / ultra-alto Maior Marca bastante o polo superior; exige tecido que suporte

Perfis muito altos em pele fina tendem a mostrar bordas e a aumentar a tração sobre o tecido ao longo dos anos. É uma escolha que precisa considerar não só a foto do primeiro mês, mas os próximos dez anos.

Redondo ou anatômico?

  • Redondo: preenche mais a parte de cima da mama. É a escolha mais frequente hoje, inclusive porque a mama assume formato de gota naturalmente quando a paciente fica em pé.
  • Anatômico (gota): projeta mais na parte inferior. Costuma ser considerado em tórax mais alongado ou em reconstruções.

Textura e forma são discutidas na consulta junto com o histórico de saúde — inclusive a conversa sobre acompanhamento de longo prazo dos implantes.

Acima ou abaixo do músculo

Plano Vantagem Consideração
Subglandular (acima do músculo) Recuperação mais confortável, forma mais imediata Menos cobertura; mais visível em pele fina
Submuscular / dual plane (abaixo) Mais cobertura no polo superior, transição mais natural Desconforto inicial maior nos primeiros dias

Na maioria dos casos de mamoplastia de aumento em pacientes magras, o plano com cobertura muscular parcial é o que sustenta melhor o resultado com o tempo.

O erro mais comum: escolher pela foto de outra pessoa

Levar referência para a consulta é útil — ajuda a mostrar o estilo que você gosta, mais preenchido ou mais discreto. O que não funciona é pedir "a prótese que a fulana usou": o mesmo implante em outro tórax, com outra pele e outra distância entre mamilos, entrega outro resultado.

Na consulta, referências, medidas e simulação são usadas juntas para alinhar expectativa e realidade antes da cirurgia — não depois.

Prótese não levanta mama caída

Essa é a confusão mais frequente. O implante dá volume; ele não reposiciona a aréola nem retira excesso de pele. Quando a mama tem queda (ptose), colocar só a prótese costuma deixar a mama maior e ainda caída. O caminho, nesse caso, é a mastopexia com sutiã interno, com ou sem prótese associada.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho de prótese mais usado?

Na prática clínica brasileira, a maior parte dos casos fica entre 250 ml e 350 ml — mas esse número só faz sentido depois das medidas do tórax. Volume isolado não é indicação.

Quantos números de sutiã a prótese aumenta?

Em média, cada 150 a 200 ml correspondem a aproximadamente um número de sutiã — uma referência grosseira, porque numeração de lingerie varia muito entre marcas.

Prótese de silicone tem prazo de validade?

Não há data de troca automática. O que existe é acompanhamento: avaliação clínica periódica e exame de imagem quando indicado. A troca acontece se houver alteração do implante ou se a paciente desejar mudar o resultado.

Consigo amamentar depois da prótese?

Na maioria das técnicas, sim. As vias de acesso usuais preservam os ductos e a glândula. Isso é discutido na consulta, especialmente por quem ainda planeja engravidar.

Quando posso voltar à academia depois da mamoplastia de aumento?

Caminhada leve costuma ser liberada na 2ª ou 3ª semana; membros superiores e impacto, entre 45 e 60 dias, de forma gradual.

Prótese fica com aparência artificial?

Depende da combinação de perfil, volume e plano — não do fato de ter prótese. Escolhas dentro da medida do tórax, com cobertura tecidual adequada, tendem a resultados que passam despercebidos sob roupa.


Próximo passo. As medidas do seu tórax são tiradas na consulta e é a partir delas que a conversa sobre tamanho começa. Agende uma avaliação com o Dr. Raphael de Faria.

Dr. Raphael de Faria — cirurgião plástico em Goiânia, CRM/GO 15023 · RQE 10426. Conteúdo informativo: indicação, técnica e recuperação são definidas individualmente, em consulta.

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