Mamoplastia
Prótese de silicone: como escolher tamanho, formato e perfil
O tamanho da prótese sai das medidas do seu tórax, não de um número de mililitros. Entenda perfil, formato, plano de colocação e por que prótese não levanta mama caída.

Escolher a prótese de silicone não é escolher um número de mililitros: é encontrar o implante que cabe no seu tórax. O tamanho sai de três medidas tiradas na consulta — largura da base da mama, distância entre os mamilos e qualidade da pele — combinadas ao perfil (a projeção do implante) e ao resultado que você deseja. Duas mulheres com a mesma prótese de 300 ml podem ter resultados completamente diferentes.
Em resumo:
- A medida que manda é a largura da base da mama, não o volume em ml.
- Perfil define projeção: quanto mais alto o perfil, mais o implante "avança" e menos ele se espalha.
- Redondo x anatômico: o redondo dá mais preenchimento no polo superior; o anatômico, formato de gota.
- Plano de colocação (acima ou abaixo do músculo) muda naturalidade e cobertura.
- Prótese não sustenta mama caída — nesse caso entra a mastopexia.
As três medidas que definem o tamanho
1. Largura da base da mama. Se a base tem 12 cm, um implante com 13,5 cm de largura vai ultrapassar o sulco lateral e criar aquele aspecto de mama "colada na axila". É a medida que mais limita o volume possível.
2. Distância entre os mamilos e do mamilo ao sulco. Define onde a mama vai "sentar" e quanto de pele existe para acomodar o implante sem tensão.
3. Qualidade da pele e espessura do tecido. Pele fina e pouca gordura mostram mais o contorno do implante — situação em que planos mais profundos e perfis mais moderados costumam entregar resultado mais natural e mais durável.
A partir dessas medidas, o volume não é escolhido: ele é consequência.
Perfil: o que muda na prática
| Perfil | Projeção | Resultado que costuma dar |
|---|---|---|
| Moderado | Menor | Mais natural, espalha mais na base, discreto sob roupa |
| Alto | Média | O mais usado; equilíbrio entre projeção e naturalidade |
| Extra-alto / ultra-alto | Maior | Marca bastante o polo superior; exige tecido que suporte |
Perfis muito altos em pele fina tendem a mostrar bordas e a aumentar a tração sobre o tecido ao longo dos anos. É uma escolha que precisa considerar não só a foto do primeiro mês, mas os próximos dez anos.
Redondo ou anatômico?
- Redondo: preenche mais a parte de cima da mama. É a escolha mais frequente hoje, inclusive porque a mama assume formato de gota naturalmente quando a paciente fica em pé.
- Anatômico (gota): projeta mais na parte inferior. Costuma ser considerado em tórax mais alongado ou em reconstruções.
Textura e forma são discutidas na consulta junto com o histórico de saúde — inclusive a conversa sobre acompanhamento de longo prazo dos implantes.
Acima ou abaixo do músculo
| Plano | Vantagem | Consideração |
|---|---|---|
| Subglandular (acima do músculo) | Recuperação mais confortável, forma mais imediata | Menos cobertura; mais visível em pele fina |
| Submuscular / dual plane (abaixo) | Mais cobertura no polo superior, transição mais natural | Desconforto inicial maior nos primeiros dias |
Na maioria dos casos de mamoplastia de aumento em pacientes magras, o plano com cobertura muscular parcial é o que sustenta melhor o resultado com o tempo.
O erro mais comum: escolher pela foto de outra pessoa
Levar referência para a consulta é útil — ajuda a mostrar o estilo que você gosta, mais preenchido ou mais discreto. O que não funciona é pedir "a prótese que a fulana usou": o mesmo implante em outro tórax, com outra pele e outra distância entre mamilos, entrega outro resultado.
Na consulta, referências, medidas e simulação são usadas juntas para alinhar expectativa e realidade antes da cirurgia — não depois.
Prótese não levanta mama caída
Essa é a confusão mais frequente. O implante dá volume; ele não reposiciona a aréola nem retira excesso de pele. Quando a mama tem queda (ptose), colocar só a prótese costuma deixar a mama maior e ainda caída. O caminho, nesse caso, é a mastopexia com sutiã interno, com ou sem prótese associada.
Perguntas frequentes
Qual o tamanho de prótese mais usado?
Na prática clínica brasileira, a maior parte dos casos fica entre 250 ml e 350 ml — mas esse número só faz sentido depois das medidas do tórax. Volume isolado não é indicação.
Quantos números de sutiã a prótese aumenta?
Em média, cada 150 a 200 ml correspondem a aproximadamente um número de sutiã — uma referência grosseira, porque numeração de lingerie varia muito entre marcas.
Prótese de silicone tem prazo de validade?
Não há data de troca automática. O que existe é acompanhamento: avaliação clínica periódica e exame de imagem quando indicado. A troca acontece se houver alteração do implante ou se a paciente desejar mudar o resultado.
Consigo amamentar depois da prótese?
Na maioria das técnicas, sim. As vias de acesso usuais preservam os ductos e a glândula. Isso é discutido na consulta, especialmente por quem ainda planeja engravidar.
Quando posso voltar à academia depois da mamoplastia de aumento?
Caminhada leve costuma ser liberada na 2ª ou 3ª semana; membros superiores e impacto, entre 45 e 60 dias, de forma gradual.
Prótese fica com aparência artificial?
Depende da combinação de perfil, volume e plano — não do fato de ter prótese. Escolhas dentro da medida do tórax, com cobertura tecidual adequada, tendem a resultados que passam despercebidos sob roupa.
Próximo passo. As medidas do seu tórax são tiradas na consulta e é a partir delas que a conversa sobre tamanho começa. Agende uma avaliação com o Dr. Raphael de Faria.
Dr. Raphael de Faria — cirurgião plástico em Goiânia, CRM/GO 15023 · RQE 10426. Conteúdo informativo: indicação, técnica e recuperação são definidas individualmente, em consulta.



