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Raphael de FariaCirurgião Plástico
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Mamoplastia

Mastopexia com sutiã interno: por que a mama cai e como sustentar o resultado

A mastopexia levanta; o sutiã interno sustenta. Entenda os graus de queda da mama, quando é preciso associar prótese e o que esperar das cicatrizes e da recuperação.

5 min de leituraDr. Raphael de Faria

A mastopexia é a cirurgia que levanta a mama: reposiciona a aréola, retira o excesso de pele e devolve a forma. A versão com sutiã interno acrescenta um ponto decisivo — uma sustentação feita com tecido da própria paciente ou com tela cirúrgica, criada para segurar o polo superior da mama e retardar a queda que costuma voltar com o tempo. É a diferença entre levantar e levantar com apoio.

Em resumo:

  • Mastopexia: levanta e remodela; não necessariamente aumenta o volume.
  • Sutiã interno: estrutura interna de sustentação, feita para prolongar o resultado.
  • Com prótese: quando também falta volume no polo superior.
  • Cicatriz: ao redor da aréola, vertical ou em "T invertido", conforme o grau de queda.
  • Recuperação: retorno à rotina em 10 a 15 dias; resultado final entre 6 meses e 1 ano.

Por que a mama cai

A queda (ptose) não é falha de cuidado. Ela vem da combinação de:

  • Gestação e amamentação, que expandem e depois esvaziam a glândula
  • Variação de peso, que estica a pele
  • Genética e qualidade do colágeno
  • Tempo — os ligamentos que sustentam a mama cedem de forma natural
  • Volume da própria mama: mamas grandes cedem mais cedo, por peso

Entender a causa importa porque define a técnica. Mama que "esvaziou" pede solução diferente de mama que só desceu.

Como se mede o grau de queda

A referência é a posição do mamilo em relação ao sulco abaixo da mama:

Grau Posição do mamilo Conduta habitual
Leve Na altura do sulco Às vezes só prótese resolve
Moderado Abaixo do sulco Mastopexia, com ou sem prótese
Acentuado Bem abaixo, apontando para baixo Mastopexia com retirada maior de pele
Pseudoptose Mamilo alto, glândula caída Remodelagem da glândula

Essa avaliação é feita no exame físico e é o que separa "só colocar prótese" de "precisa levantar".

O que o sutiã interno acrescenta

Em uma mastopexia convencional, a pele é a principal responsável por segurar a mama remodelada. O problema é conhecido: pele estica. Com o tempo, parte do resultado desce de novo — o chamado bottoming out, quando o volume escorrega para a parte de baixo e o polo superior esvazia.

O sutiã interno transfere essa tarefa da pele para uma estrutura interna. Na prática:

  • Sustenta o polo superior, que é o que mais some com o tempo
  • Reduz a tensão sobre a cicatriz, o que tende a favorecer o aspecto final dela
  • Ajuda a manter o formato quando há prótese associada, distribuindo o peso

Não é um implante de silicone nem um "aparelho" — é uma sustentação construída durante a cirurgia. E não é cirurgia eterna: nenhuma técnica congela o envelhecimento. O objetivo é durar mais.

Com prótese ou sem prótese?

  • Sem prótese: quando existe glândula suficiente e a queixa é só a queda. Muitas pacientes preferem manter o tamanho e apenas recuperar a posição.
  • Com prótese: quando, além da queda, falta volume — situação comum após amamentar ou após perda de peso importante. Nesse caso a prótese de silicone devolve o polo superior e a mastopexia devolve a posição.
  • Redução com mastopexia: quando o peso da mama causa dor nas costas, sulcos de alça e assaduras. Aqui há também ganho funcional.

Cicatrizes: o que esperar

O desenho depende de quanta pele precisa sair:

  • Periareolar: só ao redor da aréola, em quedas leves
  • Vertical ("pirulito"): ao redor da aréola e uma linha até o sulco
  • T invertido ("âncora"): acrescenta a linha horizontal no sulco, em quedas acentuadas

A cicatriz passa pela fase mais avermelhada entre o 2º e o 4º mês e tende a clarear e afinar ao longo de 6 a 12 meses. Protetor solar e os cuidados orientados influenciam diretamente esse processo.

Recuperação

  • 1ª semana: sutiã cirúrgico em tempo integral, braços movimentando pouco, dormir de barriga para cima
  • 2ª a 3ª semana: retorno ao trabalho administrativo, sem carregar peso
  • 4ª a 6ª semana: liberação gradual de atividades; impacto e membros superiores ficam para depois
  • 45 a 60 dias: retorno à academia, com liberação médica
  • 6 meses a 1 ano: acomodação do formato e maturação das cicatrizes

Perguntas frequentes

Mastopexia com sutiã interno dura mais?

A proposta da técnica é justamente prolongar a sustentação do polo superior, reduzindo a recidiva da queda que ocorre quando só a pele sustenta a mama. Nenhuma técnica impede o envelhecimento do tecido, mas a estrutura interna trabalha a favor do tempo.

Posso amamentar depois da mastopexia?

Na maioria das técnicas a glândula e os ductos são preservados, mas o ideal é operar depois de concluir as gestações — nova gravidez e amamentação alteram o resultado.

Mastopexia deixa a mama menor?

Não necessariamente. Ela retira pele, não glândula, a menos que a indicação seja uma mamoplastia redutora. O que muda é a posição e a forma, o que pode dar a impressão de mama mais firme e um pouco menor.

Só prótese não resolve a queda?

Em quedas leves, às vezes sim. Em quedas moderadas e acentuadas, a prótese isolada tende a deixar a mama maior e ainda caída — por isso a avaliação do grau de ptose vem antes da escolha.

Quando volto a dormir de lado?

Em geral a partir da 3ª ou 4ª semana, conforme conforto e orientação da equipe.

Perco a sensibilidade do mamilo?

Alteração temporária de sensibilidade é comum nas primeiras semanas a meses, com retorno gradual. Perda definitiva é incomum e faz parte dos riscos discutidos em consulta.


Próximo passo. O grau de queda, a qualidade da pele e o volume da glândula definem a técnica — e isso se mede em consulta. Agende uma avaliação com o Dr. Raphael de Faria.

Dr. Raphael de Faria — cirurgião plástico em Goiânia, CRM/GO 15023 · RQE 10426. Conteúdo informativo: indicação, técnica e recuperação são definidas individualmente, em consulta.

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