Preparação para cirurgia
Como escolher um cirurgião plástico: o que verificar antes
Roteiro para checar antes de marcar cirurgia plástica: CRM ativo, RQE de Cirurgia Plástica, título da SBCP, onde a cirurgia acontece, quem anestesia e os sinais de alerta.

Escolher um cirurgião plástico é um trabalho de verificação: confirmar que o médico tem registro ativo no Conselho, que tem RQE de Cirurgia Plástica — o número que prova a especialidade, e não só a graduação em Medicina —, que o local da cirurgia é licenciado para o porte do procedimento e que a anestesia é feita por um anestesiologista. Tudo isso se checa em consultas públicas e gratuitas.
O que não serve como critério: seguidores, quantidade de fotos, facilidade para conseguir data e, principalmente, preço. O que protege a paciente são três coisas verificáveis: quem opera, onde opera e com que equipe.
Em resumo:
- CRM ativo: consulte nome e número no portal do Conselho Federal de Medicina.
- RQE de Cirurgia Plástica: sem ele, é médico, mas não cirurgião plástico.
- SBCP: membro titular passou por prova de título, e o site da Sociedade permite consultar.
- Local: centro cirúrgico licenciado, com retaguarda de UTI conforme o porte.
- Anestesia: por médico anestesiologista, não pelo próprio cirurgião.
- Alerta: preço como argumento, promessa de resultado, pressa para fechar, pacote sem exame físico.
Como confirmar o CRM e o RQE
No portal de consulta pública do Conselho Federal de Medicina você pesquisa por nome ou por número de CRM e vê, na mesma tela, se o registro está ativo, em qual estado, e quais especialidades constam — cada uma com seu RQE.
Esse é o ponto que mais gera confusão: todo médico formado tem CRM, inclusive quem nunca fez residência em Cirurgia Plástica. O RQE (Registro de Qualificação de Especialista) é o registro adicional concedido a quem comprovou residência reconhecida ou título de especialista. CRM sem RQE é médico habilitado sem especialidade registrada, e RQE de outra área não é Cirurgia Plástica.
O cirurgião plástico é obrigado a divulgar os dois números em site e material informativo — quando eles não aparecem em lugar nenhum, a ausência já é uma informação.
O que significa ser membro da SBCP
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é a entidade da especialidade, e o membro titular é quem concluiu a formação exigida e foi aprovado na prova de título — há também categorias ligadas a etapas anteriores da carreira. O site da SBCP tem busca por nome e cidade: é ali que se confirma, em vez de aceitar um logotipo impresso em material. O RQE é a dimensão legal; o título, o reconhecimento da especialidade.
Onde a cirurgia acontece e quem anestesia
Essa é a pergunta que menos se faz e mais pesa na segurança. Cirurgias de médio e grande porte pedem centro cirúrgico hospitalar, com equipe completa, material de emergência e retaguarda de UTI; procedimentos menores podem ser feitos em clínica licenciada e estruturada para o porte. A página de procedimentos indica o porte de cada cirurgia.
A anestesia é ato médico com especialidade própria: o esperado é um médico anestesiologista acompanhando a paciente do início ao fim, e você pode saber o nome dele antes para conferir o CRM. A avaliação pré-anestésica não é burocracia — é onde pressão, exames, medicações de uso contínuo e alergias são revisados.
| O que verificar | Situação adequada | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Local | Hospital ou clínica com licença sanitária | Sala em consultório ou espaço "adaptado" |
| Retaguarda | Suporte a intercorrência e acesso a UTI | Ninguém sabe dizer para onde você iria em urgência |
| Anestesia | Anestesiologista do início ao fim | O cirurgião "sedando" ou profissional não identificado |
| Internação | Pernoite quando o porte pede | Alta no mesmo dia em cirurgia grande |
O que uma boa consulta inclui
Consulta de cirurgia plástica não é apresentação de orçamento. Ela precisa ter, no mínimo:
- História clínica: doenças, cirurgias anteriores, medicações, tabagismo, peso e planos de gestação
- Exame físico da área a ser operada — não só fotos
- Técnica proposta, com seus limites e as alternativas
- Cicatrizes, riscos e complicações, e o que se faz em cada caso
- Recuperação real: afastamento, drenos se houver, malha e restrições
- Tempo para pensar, com espaço para segunda consulta
Uma boa consulta também inclui a possibilidade de o médico dizer não — ou "não agora". Peso fora da faixa segura, tabagismo ativo, doença descompensada, amamentação em curso ou expectativa que a técnica não alcança são motivos legítimos para adiar. Quem nunca contraindica não está avaliando.
Sinais de alerta
- Preço como argumento central. Desconto por decidir hoje, cirurgia em campanha ou sorteio: anúncio assim é vedado pelo Conselho e costuma indicar corte em estrutura, equipe ou tempo de sala.
- Promessa de resultado. Ninguém garante uma medida ou uma cicatriz "que não aparece" — cicatrização é resposta individual.
- Pressa para fechar. Vaga que "só tem hoje", depósito na primeira conversa, contrato antes dos exames.
- Pacote sem avaliação. Combinação de cirurgias definida por mensagem: quantas cabem em um tempo anestésico seguro é decisão clínica, não comercial.
- Antes e depois como vitrine. Publicar imagens de pacientes para atrair clientela é vedado — e o resultado de outra pessoa não prevê o seu.
- Não está claro quem opera nem onde: se a resposta for "a equipe", insista pelo nome.
Se dois ou três desses pontos aparecerem juntos, procure outra opinião — prática comum em cirurgia eletiva, que se marca pelo contato como qualquer avaliação.
Perguntas frequentes
Como sei se o médico é realmente cirurgião plástico?
Consulte o nome ou o CRM no portal público do Conselho Federal de Medicina e veja se aparece RQE de Cirurgia Plástica. Se houver apenas CRM, ou RQE de outra área, ele não tem essa especialidade registrada.
Qual a diferença entre CRM e RQE?
O CRM é o registro que todo médico tem para exercer Medicina. O RQE é o registro de qualificação de especialista, concedido a quem comprovou residência ou título na área — quem anuncia Cirurgia Plástica precisa ter o RQE dessa especialidade.
Toda cirurgia plástica precisa ser feita em hospital?
Depende do porte. Cirurgias de médio e grande porte pedem centro cirúrgico hospitalar, com equipe completa e retaguarda de UTI; procedimentos menores podem ser feitos em clínica licenciada. O local precisa ser adequado ao tamanho da cirurgia.
É normal o cirurgião não mostrar fotos de antes e depois?
Sim, e é o esperado: divulgar imagens de pacientes para atrair clientela é vedado pela normativa do CFM. O que é possível no seu caso se avalia no exame físico, não na comparação com o corpo de outra pessoa.
O que fazer se eu sentir pressa para assinar?
Não assine. Cirurgia eletiva não é urgência: ela espera o tempo que você precisar para entender a proposta, checar os registros e fazer os exames. Depósito pedido na primeira conversa já é motivo para buscar outra opinião.
Próximo passo. Faça as consultas públicas, anote suas dúvidas e traga tudo para a avaliação. Agende uma consulta com o Dr. Raphael de Faria.
Dr. Raphael de Faria — cirurgião plástico em Goiânia, CRM/GO 15023 · RQE 10426. Conteúdo informativo: indicação, técnica e recuperação são definidas individualmente, em consulta.





